"O educador nunca estará definitivamente pronto, formado, pois que sua maturação se faz no dia a dia na meditação teórica sobre a prática." (Lukesi)

sábado, 31 de outubro de 2009

Além da pedagogia clássica

Há muito tempo a educação no país adota o estereótipo do aprendizado que se apóia no uso do quadro negro, em uma classe restrita aos limites da sala de aula. Lá os alunos, passivamente recebem os conteúdos através de aulas expositivas dos professores, que estabelecem frente a eles uma posição de autoridade. Porém, estudos e avaliações externas revelam um quadro preocupante. Apesar dos projetos e investimentos na educação, os alunos têm demonstrado um resultado que é desanimador para as escola, e para sociedade que aposta na educação como forma de desenvolvimento.

Na opinião  da doutora em educação Maria Teresa Scotton, esse modelo está ultrapassado e não contempla as reais necessidades dos educandos. Ela explica que o atual cenário do país exige uma educação estimulante e contextualizadora. "Estamos vivendo um período de mudanças. É necessário pensar numa pedagogia que atenda às necessidades dos alunos. O interessante é colocá-los como co-autores no processo de construção do aprendizado e verificar quais são os conhecimentos realmente relevantes."

Maria Teresa diz que os alunos devem compreender a razão pela qual estão recebendo os conteúdos. "As atividades mecânicas não tem trazido resultados. Há necessidade reformular os currículos escolares de foma promover uma sedução para o conhecimento. Os conteúdos devem ter sentido para os alunos". A estudiosa explica, porém, que isso é um desafio na atual sociedade brasileira. "Numa época na qual o monopólio do consumo e da banalização do conhecimento, os alunos passam mais tempo exposto à televisão e não se interessam pelo aprender."
Um dos grande problemas de aprendizado se relaciona diretamente à falta de interesse e à indisciplina de alunos desestimulados dentro das salas de aula. "Os professores devem saber lidar com isso e os alunos precisam aprender a ouvir. Isso pode ser feito através da canalização dessa necessidade da palavra, do falar, direcionando-os para que além das  aulas expositivas sejam dado ênfase a seminários e apresentações de trabalhos."
A doutora em educação pontua que a metodologia precisa ser modificada e as disciplinas devem ser reformulada, para que os conteúdos se relacionem à história do próprio aluno.  'Dessa forma, eles vão encontrar significado naquilo que aprende e se interessam mais". As aulas ao ar livre para Maria Teresa, são uma ótima saída para estimular os alunos. "É preciso olhar para o currículo escolar e apostar na arte, na apreciação estética, no resgate da memória. É necessário romper os limites da sala de aula, promover um diálogo com a cultura, por meio de visitas à museus e teatros".

Fonte: Viviane Camargos- Especial para o Jornal do Commercio

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