"O educador nunca estará definitivamente pronto, formado, pois que sua maturação se faz no dia a dia na meditação teórica sobre a prática." (Lukesi)

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Educação e cultura


O desenvolvimento de uma pessoa é, em grande medida, o processo pelo qual a ser humano incorpora a cultura do grupo a que pertence. Todas as sociedades educam seus membros para assimilarem as informações, os hábitos, os costumes que são próprios daquela sociedade. Cada indivíduo é educado nos diferentes ambientes em que permanentemente mergulhado dentro da cultura para tornar-se parte ativa do seu grupo social. Trata-se uma característica da espécie humana: sabemos que animais de muitas espécies aprendem, mas os seres humanos são os únicos que ensinam ou, pelo menos, os únicos que ensinam sistematicamente. Na verdade a educação é um dos pilares da sobrevivência da espécie humana. graças a ela os humanos recebem o conhecimento acumulado pelas gerações anteriores.

Educação e cultura estão intimamente ligadas, já que a educação só é possível por meio da existência de uma cultura e cultura se conserva por meio da educação. A cultura é o que se pode denominar a parte do meio ambiente feita pelo homem, ou apreendida: potes e panelas, leis instituições, arte, religião, etc. A cultura representa a resposta do homem às necessidades básicas. É o comportamento que apreendeu como membro da sociedade.

São os seguintes os critérios pelos quais se reconhece a cultura: (1) precisa ser inventada. (2) precisa ser transmitida de uma geração para outra e, (3) precisa ser perpetuada em sua forma original ou numa forma modificada.

Podemos observar que a educação é transmitida a partir de um contexto histórico-social que se modifica de acordo com as experiências vividas por determinado grupo.

sábado, 29 de agosto de 2009

Palestra 6ª Jornada Internacional de Educação


2)A Complexa relação entre o professor e o aluno: existe solução? - Vasco Moretto(DF)
Excelente! Ele ressaltou que as interações podem gerar os mais variados tipos de relações, pois cada aluno recebe de um jeito o que falamos. Precisamos indagar: o que buscamos? Pois a relação professor-aluno é uma relação pedagógica que visa à aprendizagem do aluno em busca de uma formação pessoal, cognitiva e histórico-social do aprendente.
Você precisa se perguntar: como você trata seu aluno: Como individuo, pessoa, sujeito ou cidadão? Parece tudo a mesma coisa? Não!!! olhe o ele diz: individuo= unidade da espécie humana, ser anônimosujeito=individuo com uma história particular. Cada sujeito é único.cidadão=aquele que busca viver na comunidade, ajudá-la. Difere do sujeito, pois o sujeito vive na sociedade, “todos são sujeitos, muitos são pessoas, poucos são cidadãos “Pessoa= do grego persona, que era a máscara de cera do teatro grego, daí a palavra sincera=sem cera (sem máscara) A pessoa tem uma personalidade=máscara que seu grupo apresenta e um temperamento que é inato. Nós temos que trabalhar em cima do temperamento para formar a personalidade.

Traços de personalidade:
extrovertido=energizam-se na interação com pessoas
introvertidos=energizam-se na interação consigo
mesmosensorial=observa detalhes, gosta do fazer, do real, não do sonho
intuitivo=sonhador, usam a imaginação e criatividade
pensadores=decidem objetivamente, com lógica e rapidez
sentimentais=decidem em função do que sentem. Decidem com base na generosidade
julgadoras= decidem rapidamente, partem para a ação
perceptiva=vivem abertas às mudanças. São inseguras e indecisas, preferem ser mandadas, que mandar. A organização não é sua prioridade, pois confia na sua capacidade de improvisação

QUESTÃO CENTRAL: Minha escola (aula) é sociedade ou comunidade?Escola-comunidade=ambiente privilegiado para a formação da cidadania.

LEMBRE-SE : “ NOSSOS ALUNOS LEVAM O QUE SOMOS PARA ELES. Eu dava aula de física e um dia encontrei um ex aluno e perguntei a ele: e aí o que te ensinei de física tem te ajudado. E ele respondeu: Não professor, nem uso nada daquilo. Mas uma coisa o senhor falou que fez toda a diferença na minha vida. E eu fiquei intrigado e logo perguntei-lhe: - o que? Ele respondeu: - Um dia senhor falou que a gente vive aqui neste mundo e de repente “pluft”. E depois lá no outro mundo a gente chega e pluft...e de pluft em pluft a gente chega pertinho de Deus.
Contribuição do blog:

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Palestra 6ª Jornada Iinternacional de Educação


1)A ludicidade discutida a partir da música e sua influência no processo Ensino-aprendizagem – Guilherme Romanelli (PR)

Excelente palestra para nossa prática! Ele disponibilizou o email para quem quiser entrar em contato: guilhermeromanelli@ufpr.brRessaltou Guilherme que brincar com som é essencial. Mesmo nós, adultos gostamos de fazer isso, por exemplo, quando ficamos apertando o clic da caneta (quem nunca fez isso?? heheheh Isso serve para aliviar tensão e é justamente por isso que podemos aproveitar os momentos de “ansiedade” , “desatenção” do aluno para explorar as possibilidades do som.
A ludicidade e a música proporcionam um diálogo para a aprendizagem, pois a brincadeira é uma maneira prazerosa de superar dificuldades, aprendendo pela experimentação. É agradável e dá prazer. Permite trabalhar a questão dos “limites” que é essencial na educação. Ele também explicou cientificamente o que acontece: com a Psicogenética do jogo de Paul Mac Lean que diz que nosso cérebro é triúnico, ou seja, temos 3 cérebros em 1 ( como se fosse uma cebola): o cérebro reptiliano, que é primitivo, instintivo, o límbico : divertir -se como fazem os filhotes, brincando; o neocortex, que humaniza nossa ações dominando os outros 2 cérebros e permitindo a aprendizagem.

E é aí que a música age!!!O som, a música tem um efeito incrível sobre nossa mente. Ele deu um exemplo: Pediu que escrevessemos a letra da música Escravos de jó em um papel. Então, ele começou a tocar no violino “Marcha soldado”. Quer saber o que aconteceu???Ninguém conseguiu chegar ao fim da letra, porque a melodia “falou” mais alto!!!! Muito legal esta experiência, vale a pena você também tentar!
Há vídeos no you tube sobre brincar com música. Tem também o site: vegetableorchestra.org que vale a pena visitar, este é um grupo austríaco que faz seus instrumentos musicais de legumes que ao final do concerto vão para a panela e se transformam em uma deliciosa SOPA!

Dica de Livro: Instrumentos sonoros alternativos: manual de construção e sugestões de utilização. Autor: Júlio Feliz. Ed Oeste ( não acha em livraria, entrar em contato direto). Podemos usar os sons para fazer jogos de memória sonora que desenvolve atenção, concentração desta palestra fica a dica para nós: sempre que a turma estiver desatenta ou agitada, devemos pegar o limão e fazer uma limonada, rs :) ou seja, transformar uma coisa ruim em uma coisa boa, introduzindo uma brincadeira cantada ou um jogral de sons com ritmo tipo: cliks de caneta, batida de lápis na mesa, assobio, palmas, etc no ritmo do “ parabéns prá você”, por exemplo.
“A Inteligência para funcionar não pode ter medo, deve estar livre” Rubem Alves

Contribuição do blog:
http://porummundomaishumano.blogspot.com/

sábado, 22 de agosto de 2009

Projeto Político Pedagógico

A escola para se desvencilhar da divisão do trabalho de sua fragmentação e do controle hierárquico, precisa criar condições para gerar outra forma de organização do trabalho pedagógico. A reorganização da escola deverá ser buscada de dentro para fora. O foco de realização será o empenho coletivo na construção de um Projeto Político Pedagógico e isso implica fazer rupturas com o que já existe para poder avançar.

O Projeto é: Político no sentido de compromisso com a formação do cidadão para um tipo de sociedade. Pedagógico no sentido de definir as ações educativas e as características necessárias às escolas de cumprirem seus propósitos sua e intencionalidade.

Nesse sentido deve considerar o P.P.P. como um processo permanente de reflexão e discussão dos problemas da escola e na busca de alternativas viáveis a efetivação de sua intencionalidade. Para tanto, ela precisa de um tempo razoável de reflexão e ação para ter o mínimo necessário para a consolidação de sua proposta.

A construção de um P.P.P. requer continuidade das ações, descentralização, democratização do processo de tomada de decisões e instalação do processo coletivo de avaliação de cunho emancipatório.

Finalmente há que se pensar que o movimento de luta e resistência dos educadores é indispensável para ampliar as possibilidades e apresentar as mudanças que se fazem necessárias dentro e fora dos muros das escolas.

O Projeto Político Pedagógico ao se constituir em processo democrático de decisões busca instaurar uma forma de organização do trabalho pedagógico que supere os conflitos, buscando eliminar as relações competitivas, corporativas e autoritárias, rompendo com a rotina do mando impessoal e racionalizado da democracia que permeia as relações de trabalho no interior da escola, diminuindo os efeitos fragmentários da divisão de trabalho que reforça as diferenças e hierarquiza os poderes de decisão.

Desse modo o P.P.P. tem a ver com a organização do trabalho pedagógico em dois níveis: organização da escola como um todo e com a organização da sala de aula, incluindo a sua relação com o meio social imediato, procurando preservar a visão de totalidade.

A principal possibilidade de construção do P.P.P. passa pela relativa autonomia da escola e pela sua capacidade delinear sua própria identidade. Isso significa resgatar a escola como espaço público, lugar de debate, do diálogo, fundado na reflexão coletiva.
Têm-se como princípios norteadores do Projeto Político Pedagógico:
a) Igualdade de condições de acesso e permanência na escola;
b) Qualidade que não pode ser privilégio de minorias econômicas e sociais;
c) Gestão democrática;
d) Liberdade e autonomia;
e) Valorização do magistério.

A construção de um P.P.P. para gestar uma nova organização do trabalho pedagógico passa pela reflexão sobre estes princípios. Num segundo momento, parte-se da reflexão sobre os elementos constitutivos da organização do projeto, quais sejam:
a) As finalidades da escola.Das finalidades estabelecidas da legislação em vigor, o que a escola persegue com maior ou menor intensidade?
Como é perseguida sua finalidade cultural, ou seja, a de preparar culturalmente os indivíduos para uma melhor compreensão da sociedade em que vive?
Como a escola procura atingir sua finalidade política e social ao formar o indivíduo para a participação política?
Como a escola atinge sua finalidade de formação profissional, ou melhor, como ela possibilita a compreensão do papel do trabalho na formação profissional do aluno?
Como a escola analisa sua finalidade humanística ao procurar promover o desenvolvimento integral da pessoa?
b) A estrutura organizacionalO que sabemos da estrutura pedagógica? Que tipo de gestão está sendo praticada? O que queremos e precisamos mudar em nossa escola? Qual é organograma previsto? Quem o constitui e qual é sua lógica? Quais as funções educativas dominantes? Como são vistas a constituição e a distribuição do poder? Quais os fundamentos regimentais?
c) O currículoO currículo não é um instrumento neutro, passa ideologia. Ele não pode ser separado do contexto social. Ele deve contemplar a interdisciplinaridade. Deve ser estruturado de forma a veicular contestação e resistência aos conteúdos tradicionais.
d) O tempo escolarQuanto mais compartimentado for o tempo (calendário escolar, distribuição diárias das atividades, etc.), mais hierarquizadas e ritualizadas serão as relações sociais, reduzindo, também, as possibilidades de se institucionalizar o currículo de integração que conduz a um ensino em extensão. Para alterar a qualidade do trabalho pedagógico torna-se necessário que a escola reformule seu tempo, estabelecendo períodos de estudos e reflexão da equipe de educadores fortalecendo a escola como instância de educação continuada.
e) O processo decisão
Uma estrutura administrativa da escola, adequada à realização de objetivos educacionais de acordo com os interesses da população, deve prever mecanismos que estimulem a participação de todos no processo de decisão.
f) As relações de trabalhoHá uma correlação de forças e, é nesse embate que originam os conflitos, as tensões, as rupturas, propiciando a construção de novas formas de relações de trabalho com espaço aberto a reflexão coletiva que favorece o diálogo, a comunicação horizontal entre os diferentes segmentos envolvidos no processo educativo, a descentralização do poder.
g) A avaliação
A avaliação é um ato dinâmico que qualifica e oferece subsídios ao Projeto Político Pedagógico. Ela, também, imprime uma direção as ações dos educadores e educandos.
O processo de avaliação envolve três momentos: a descrição e problematização da realidade escolar, a compreensão crítica da realidade descrita e problematizada e a proposição de alternativas de ação, momento de criação coletiva.

Referência: Ilma Passos Alencastro Veiga

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Oficina de jogos matemáticos

Fotos da oficina
As crianças fazem conjuntos com objetos de todo o gênero.
A matemática não se aprende em livro,
mas manipulando coisas, ordenando, contando.
M.A.Versiane Cunha

Objetivos gerais:
Analisar a importância de se trabalhar com jogos para melhorar a capacidade de aprendizagem da Matemática na Educação Infantil e no Ensino Fundamental.
Aplicar os conhecimentos adquiridos nesta Oficina em futuras experiências de sala de aula.

Objetivos específicos:
Confeccionar jogos matemáticos, observando seu uso como recursos pedagógicos para ensinar Matemática de maneira lúdica.

Público alvo: alunos (as) do 1º, 2º, 3° e 4º ano do Curso Normal

Jogos para ensinar

A disciplina que pode tirar proveito dos jogos com mais propriedade é a Matemática. E aqui tem algumas dicas de como trabalhar esse recurso pedagógico na sala de aula e ter sucesso de aprendizado na turma.

Frequência
Os jogos matemáticos devem ser trabalhados uma vez por semana para desenvolver o cálculo mental. Os jogos devem ser sempre relacionados como os conteúdos trabalhados em sala.

Aula dinâmica
As crianças dispersam com facilidade e o trabalho somente com a lousa e caderno cansa. Se já ficam cansadas de copiar a matéria imaginem ter que raciocinar para resolver um problema? Já com os jogos as crianças pensam e refletem sem cansar. Além disso, aprendem uns com os outros. Os jogos são importantes para as relações sociais. Segundo Vigostski o desenvolvimento da criança se dá a partir do contato com o brinquedo, o jogo e a brincadeira.

Não só por brincar
É preciso um tratamento didático: não se deve propor o jogo pelo jogo. Em casa a criança já faz isso. A escola deve ter como objetivo ensinar, e qualquer conceito pode ser passado por meio de um jogo se esse for direcionado pelo professor. Para isto o jogo proposto deve está de acordo com a faixa etária da criança e desenvolvimento mental dela naquele momento.

Como escolher
É importante o educador conhecer a zona de desenvolvimento próximo - aquela que abarca tudo que a criança consegue fazer com ajuda de outra pessoa. Se o professor só trabalha na zona real (aquilo que a criança já domina), o ensino tende ao fracasso. Se ele vai além, ou seja, propõe algo que o aluno não consegue jogar, o resultado também é o insucesso. Por esse motivo não se deve escolher o mesmo jogo para turma toda. É preciso observar as dificuldades dos grupos, buscando adequar as possibilidades de aprendizagem.

Definição dos grupos
É responsabilidade do professor escolher os grupos e definir os jogos para cada um na hora de formá-los, as crianças devem ser agrupadas de acordo com os níveis próximos de conhecimento. Um sabe um pouquinho mais (mais não muito mais) com outra que tem menos domínio é o ideal.

Até aos doze anos de idade a criança ainda não adquiriu a capacidade de abstração e é um período em que a criança consegue exerce suas habilidades e capacidades a partir de objetos reais, concretos. Daí a importância de trabalhar com jogos porque facilita a compreensão e a percepção a partir de situações concretas vividas pela criança. Segundo Piaget, o conhecimento lógico-matemático não é retirado diretamente dos objetos, mas da relação estabelecida entre eles pela criança.

Dica:
Deixar o aluno participar da confecção de alguns jogos (aqueles feitos de matérias reciclados ou de outros matérias) também é um bom estímulo para que a prática de jogos em sala de aula fiquem mais interessante e significativa para eles.

Bibliografia

CASTAÑEDA, Carlos, Tijolo por tijolo
CUNHA, M.A.Versiane, Didática Fundamentada na Teoria de Piaget. Editora:Florense-
Universitária. Rio de Janeiro, 1980.
Revista Projeto Educativo especial Matemática

domingo, 16 de agosto de 2009

O Ciclo Docente

O ciclo docente compreende o conjunto de atividades exercidas pelo professor e possui três fases:
1ª fase: o planejamento de ensino
Plano é um roteiro, é tudo aquilo que pretendemos realizar e os meios para fazê-lo.
Planejamento é atividade mental de organizar, concatenar, ou seja, ligar o plano a uma realidade que queira desenvolver na sala de aula. É o ato de traçar o plano, é a programação dos trabalhos escolares, usando posterior ação docente, de maneira a atingir os objetivos que anteriormente foram propostos.
Há três tipos de planejamento:
1-Planejamento de curso: é um planejamento mais amplo, abordando os temas de um curso (bimestral, semestral ou anual), incluindo os objetivos, estratégias e avaliação de cada tema.
2- Planejamento de unidade: é um planejamento parcial, referindo-se a um único tema, incluindo também conteúdo, estratégias e avaliação de cada tema.
3- Planejamento de aula: é um plano detalhado, referente ao que se pretende tratar numa aula.
2º Fase: orientação ou execução da aprendizagem
Aqui o professor executa aquilo que planejou. Todas as atividades tem como finalidade orientar o aluno alcançar os objetivos que foram propostos. Está fase exigem grande habilidade por parte do professor, pois ele deve exercer sua função de liderança.
Nesta fase o professor se utiliza dos seguintes processos:
a) Incentivação: Aqui ele utiliza recursos, técnicas e métodos próprios para motivar os alunos, ou melhor dizendo, para desperta interesse e prende-lhes atenção no tema proposto.
b) Apresentação do assunto: O professor apresenta uma visão geral do assunto que deverá ser estudado. Às vezes, os professores dispensam esta etapa, outras vezes ela é utilizada como uma aula plataforma.
c) Direção das atividades: O professor orienta os alunos com ou elementos do assunto, cirando situações e promovendo a oportunidade de os alunos “redescobrirem”.
d) Sistematização: O professor procura utilizar que possam globalizar, de forma ordenada, aquilo que foi trabalhado de forma analítica e parcial.
e) Retenção: O professor promove oportunidade de o aluno utilizar a experiência adquirida em situações generalizadas ou diferentes.
3ª Fase: controle ou avaliação
Esta fase consiste na supervisão constante do processo de aprendizagem para que seja eficazmente conduzida, isto é, que os alunos aprendam o que o professor ensinou e o processo alcance resultado.
A ação eficaz do controle envolve as seguintes atividades:
a) A sondagem ou prognóstico: É o levantamento das condições concretas dos alunos ao iniciar o processo (capacidades, carências) e prognóstico de como ele poderá ser realizado.
b)Manejo de classe ou direção de classe: Supervisão e controle do professor sobre os alunos para criar um ambiente que seja propício à aprendizagem.
c) Diagnóstico e retificação: O professor estuda as causas da aprendizagem eficiente (diagnóstico) e isto servirá como base para a seleção e o emprego de medidas que possam dar maior e melhor assistência ao aluno, podendo assim retificar a aprendizagem sempre que necessário.
d) Verificação e avaliação: É o uso de recursos e técnicas que possibilitam a avaliar o grau de resultados segundos os objetivos propostos no planejamento e avaliação do rendimento escolar ao longo do processo de ensino aprendizagem. Rendimento escolar são todas as transformações que se opera no pensamento, na linguagem, nas ações do aluno e em suas atitudes perante problemas e situações novas que lhes são apresentadas.
As etapas do ciclo docente se integram e se repetem periodicamente, na medida em que o trabalho do professor se desenvolve. Por este motivo o trabalho docente é considerado um ciclo.

Fonte: ZÓBOLI, Graziela. Práticas de Ensino Subsídios para atividades docente, Editora Ática, 2002.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Estruturação didática da aula

O trabalho docente sendo uma atividade intencional e planejada requer estruturação e organização, a fim de que sejam atingidos os objetivos do ensino. A indicação de etapas do desenvolvimento da aula não significa que todas as aulas devam seguir um esquema rígido. Devemos entender, portanto, que as etapas ou passos didáticos não precisam, necessariamente, seguir uma ordem linear, mas também, dependem dos objetivos e conteúdos das matérias.
Os passos didáticos são os seguintes:Preparação e introdução da matéria; tratamento didático da matéria nova; consolidação e aprimoramento dos conhecimentos e habilidades; aplicação, controle e avaliação.
Primeiro passo: preparação da matéria nova, motivação inicial. Inclui perguntas para averiguar se os conhecimentos anteriores estão efetivamente disponíveis e prontos para os conhecimentos posteriores.
Segundo passo: tratamento didático da matéria: o trabalho docente consiste em promover as condições e os modos de assimilação e compreensão da matéria pelos alunos, incluindo já exercícios e atividades práticas para solidificar a compreensão.
Consolidação e aprimoramento dos conhecimentos: é preciso que os conhecimentos sejam organizados, aprimorados e fixados na mente dos alunos, a fim que estejam disponíveis para orientá-los nas situações concretas de estudo e da vida. Os procedimentos de consolidação que podem ser aplicados em formas de exercícios que levam à fixação e a formação de habilidades e hábitos, auxiliando a sistematização. A recapitulação (revisão e recordação) se presta afirmar conhecimentos anteriores e ligá-los aos novos dando mais eficácia ao aprendizado.
A aplicação
A aplicação é a culminância relativa ao processo de ensino. O objetivo da aplicação é estabelecer vínculos do conhecimento com a vida de modo a suscitar a independência de pensamentos e atitudes críticas e criativas expressando a sua compreensão da prática social. Ou seja, a função pedagógico-didática da aplicação é a de avançar da teoria a prática é colocar os conhecimentos disponíveis a serviço da interpretação e análise da realidade.
Controle e avaliação dos resultados escolares
A verificação e controle do rendimento escolar para efeito de avaliação é uma função didática que percorre todas as etapas do ensino, e abrange a consideração de vários tipos de atividades do professor e dos alunos no processo de ensino. Os resultados relativos que decorrem desse processo dizem respeito ao grau em que se atingem os objetivos em que se cumpram as exigências do domínio dos conteúdos, a partir de parâmetros de desempenho escolar. Para isso são empregados procedimentos e instrumentos de mensuração (observação, provas, testes, tarefas, exercícios teóricos e práticos) que proporcionam dados quantitativos e qualitativos.
Fases coordenadas do processo de ensino
Preparação e introdução implicam o entrelaçamento dos conhecimentos anteriores com o conhecimento novo.
Primeira fase: Trabalho com a matéria velha Exercícios
Recordação
Memorização
Segunda fase: transmissão e assimilação da matéria novaAspectos externos (métodos de ensino)
Aspectos internos (métodos de assimilação ativa)
Percepção
Formação de conceitos: desenvolvimentos de capacidades cognoscitivas e operativas (observação, imaginação, raciocínio, síntese, generalização, etc.)
Articulação entre as fases (primeira e segunda fase)Consolidação
Recordação
Sistematização
Fixação
Aplicação
Avaliação e controle do ensino-aprendizagem
REFERÊNCIA
LIBÂNEO, JOSE CARLOS. Didática. São Paulo: Cortez, 1994.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Postura ética e as relações interpessoais


Relação professor-aluno

“A arte mais importante do mestre é a de fazer brotar a alegria no estudo e no conhecimento... O professor só pode esperar atingir o seu público na medida em que ele próprio é atingido por esse público; na medida em que o percebe enquanto desejo e sente enriquecido por ele.” (EINSTAI)

O ensino é uma prática social complexa onde existem conflitos de valor e que exige posturas éticas e políticas.
A sala de aula é um espaço de relações interpessoais, no qual ocorre uma ampla gama de fenômenos psicológicos.
O ato pedagógico não pode deixar de considerar as mudanças ocorridas na sociedade no que diz respeito ao plano das relações interpessoais.
Ser professor requer saberes e conhecimentos científico, pedagógico, educacionais, sensibilidade, indagação teórica e criatividade para encarar as situações adversas, incertas, conflituosas.
Natureza da atividade docente
Proceder á mediação reflexiva e crítica entre as transformações sociais concretas e a formação humana dos alunos, questionando o modo de pensar, sentir, agir e de produzir conhecimentos.
Ensinar exige:
Habilidade em comunicar com os estudantes de modo a aumentar a motivação, o prazer e o aprendizado autônomo;
Estimular a motivação e satisfação, promovendo o relacionamento;
Promover emoções positivas, observando respeito aos estudantes como indivíduos capazes.
Ensinar implica em:
Relações interpessoais como os estudantes;
Solicitar e dar feedaback aos alunos;
Liderança indireta em sala de aula;
Tratar individualmente o aluno dentro do coletivo.
Postura pedagógica do professor
Dimensão do relacionamento: forma como o professor percebe o ensino e administra a diferentes situações na relação professor-aluno.
Dimensão cognitiva- aspectos intelectuais e técnico-didáticos, que torna o conhecimento acessível ao aluno.
Dimensão de relacionamento
Perceber no todo da classe as particularidade de seus alunos;
Enfrentar as novas situações e diversidade de problemas que surgirem na sala de aula num nível profissional, demonstrando estabilidade emocional, sem preconceito de natureza pessoal;
Ministrar o ensino na perspectiva da classe como um todo, caracterizada pela heterogeneidade;
Assumir postura de liderança e não de autoritarismo, permitindo ao aluno participação ativa na sala de aula.
Relações interpessoais
Exige inteligência interpessoal;
Aprende a lidar com o outro nas situações conflitantes;
Ética, respeito, valorização.

Formar é essencialmente educar.

Fonte desconhecida

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Os métodos de ensino

O processo de ensino se caracteriza pela combinação de atividades do professor e dos alunos. Estes, pelo estudo das matérias, sob direção do professor, vão atingindo progressivamente o desenvolvimento de suas capacidades mentais. A direção eficaz desse processo depende do trabalho sistematizado do professor que, tanto no planejamento como no desenvolvimento nas aulas conjuga objetivos, conteúdos, métodos e formas organizativas do ensino.
Os métodos são determinados pela relação objetivos-conteúdos, e referem-se aos meios para alcançar os objetivos gerais e específicos do ensino, ou seja, ao “como” do processo de ensino, englobando as ações a serem realizadas pelo professor e pelos alunos para atingir objetivos e conteúdos. O conceito mais simples de “método” é o de caminho para atingir um objetivo. Na vida cotidiana estamos sempre perseguindo objetivos. Mas estes não se realizam por si mesmos, sendo necessária a nossa atuação, ou seja, a organização de seqüências de ações para atingi-los. Os métodos são, assim, meios adequados para realizar os objetivos.
O professor, ao dirigir e estimular o processo de ensino em função da aprendizagem dos alunos utiliza intencionalmente um conjunto de ações, passos condições externas e procedimentos, que chamamos de métodos de ensino. Por exemplo, à atividade de explicar a matéria corresponde o método de exposição; à atividade de estabelecer uma conversação ou discussão com a classe corresponde o método de elaboração conjunta. Os alunos, por sua vez, sujeitos da própria aprendizagem, utilizam-se de métodos de assimilação de conhecimentos. Por exemplo, à atividade dos alunos de resolver tarefas corresponde o método de resolução de tarefas; á atividade que visa o domínio dos processos de conhecimentos científicos numa disciplina corresponde o método investigativo; à atividade de observação corresponde o método de observação e assim por diante.
A escolha e organização dos métodos de ensino devem corresponder á necessária unidade objetivos-conteúdos-métodos e forma de organização de ensino e às condições concretas das situações didáticas. Em primeiro lugar, os métodos de ensino dependem dos objetivos imediatos da aula: introdução de matéria nova, explicação de conceitos, desenvolvimento de habilidades, consolidação de conhecimento etc. Ao mesmo tempo, depende de objetivos gerais da educação previstos do plano de ensino pela escola ou pelo professor.
Em segundo lugar, a escolha e organização dos métodos dependem dos conteúdos específicos e dos métodos peculiares de cada disciplina e dos métodos de sua assimilação.
Em terceiro lugar, em estreita relação com as condições anteriores, a escolha de métodos implica o conhecimento das características dos alunos quanto á capacidade de assimilação conforme a idade e nível de desenvolvimento mental físico e quanto suas características sócio-culturais e individuais
Em resumo, podemos dizer que os métodos de ensino são as ações do professor pelas quais se organizam as atividades de ensino e dos alunos para atingir os objetivos do trabalho docente em relação ao conteúdo específico. Eles regulam a forma de interação entre ensino e aprendizagem, entre o professor e os alunos, cujo resultado é assimilação consciente dos conhecimentos e o desenvolvimento das capacidades cognoscitivas e operativas dos alunos.
Os princípios básicos do ensino
Os princípios básicos do ensino são aspectos gerais do processo de ensino que expressam os fundamentos teóricos de orientação do trabalho docente. Os princípios do ensino levam em conta à natureza da prática educativa escolar numa determinada sociedade, as características do processo de conhecimento, as peculiaridades metodológicas das matérias e suas manifestações concretas na prática docente, as relações entre o ensino e o desenvolvimento dos alunos, as peculiaridades psicológicas de aprendizagem e desenvolvimento conforme idades. As exigências práticas da sala de aula requerem algumas indicações que orientam a atividade consciente dos professores no rumo dos objetivos gerais e específicos do ensino.
Ter caráter científico sistemático
Os conteúdos de ensino devem estar em correspondência com os conhecimentos científicos atuais e com os métodos de investigação próprios de cada matéria.
Recomenda ao professor:
Buscar explicação científica de cada conteúdo da matéria;
Orientar o estudo independente dos alunos na utilização dos métodos científicos da matéria;
Certificar da consolidação da matéria anterior por parte dos alunos, antes de introduzir a matéria nova;
Assegurar no plano de ensino e na aula a articulação seqüencial entre os conceitos e as habilidades;
Assegurar a unidade objetivos-conteúdos-métodos;
Organizar as aulas de modo que sejam evidenciadas as inter-relações entre os conhecimentos da matéria e entre estes e as demais matérias;
Aproveitar, em todos os momentos, as possibilidades educativas da matéria no sentido de formar atitudes e convicções.
Ser compreensível e possível de ser assimilado
Recomendações de práticas para atender a este princípio:
Dosagem no grau de dificuldades no processo de ensino, tendo em vista superar a contradição entre as condições prévias e os objetivos a serem alcançados;
Diagnóstico periódico do nível de conhecimentos e desenvolvimentos dos alunos;
Análise sistemática da correspondência entre o volume de conhecimentos e as condições concretas do grupo de alunos;
Aprimoramento e atualização, por parte do professor, nos conteúdos da matéria que leciona como condição de torná-los compreensíveis e assimiláveis pelos alunos.
Assegurar a relação conhecimento-prática
Algumas recomendações práticas para atender a este princípio:
· Estabelecer, sistematicamente, vínculos entre os conteúdos escolares, as experiências e os problemas da vida prática;
· Exigir dos alunos que fundamentem, com o conhecimento sistematizado, aquilo que realizam na prática;
· Mostrar como os conhecimentos de hoje são resultado da experiência das gerações anteriores em atender necessidades práticas da humanidade e como servem para criar novos conhecimentos para novos problemas.
Assentar-se na unidade ensino-aprendizagem
Algumas recomendações práticas em relação a este princípio:
· Esclarecer os alunos sobre o objetivo da aula e sobre a importância de novos conhecimentos para a seqüência dos estudos, ou para atender necessidades futuras;
· Provocar a explicitação da contradição entre idéias e experiências que os alunos possuem sobre um fato ou objeto de estudo e o conhecimento científico sobre esse fato ou objeto de estudo;
· Criar condições didáticas nas quais os alunos possam desenvolver métodos próprios de compreensão e assimilação de conceitos e habilidades (explicar como resolver um problema, tirar conclusões sobre dados da realidade, fundamentar uma opinião seguir regras para desempenhar uma tarefa etc.);
· Estimular os alunos a expor e defender pontos de vistas, conclusões sobre uma observação ou experimento e a confrontá-los com outras opiniões;
· Formular perguntas ou propor tarefas que requeiram a exercitação do pensamento e solução criativa;
· Criar situações didáticas (discussões, exercícios, provas, conversação dirigida etc.) em que os alunos possam aplicar conteúdos a situações novas ou a problemas do meio social;
· Desenvolver formas didáticas variadas de aplicação do método de solução de problemas.
Garantir a solidez dos conhecimentos
Este princípio se apóia na afirmação de que o desenvolvimento das capacidades mentais e modos de ação é o principal objetivo do processo de ensino de que é alcançado no próprio processo de assimilação de conhecimentos, habilidades e hábitos. A assimilação de conhecimento não é conseguida se os alunos não demonstram resultados sólidos por um período mais longo ou menos longo. O atendimento desse princípio exige do professor freqüente recapitulação da matéria, exercícios de fixação, tarefas individualizadas a alunos que apresentem dificuldades e sistematização dos conceitos básicos da matéria.
Levar à vinculação trabalho coletivo-particularidade individuais
O trabalho docente deve ser organizado e orientado para educar a todos os alunos da classe coletivamente. O professor deve empenhar-se para que os alunos aprendam a comporta-se tendo em vista o interesse de todos, ao mesmo tempo em que presta atenção ás diferenças individuais e as peculiaridades de aproveitamento escolar.
Para isso, podem ser adotadas as seguintes medidas:
· Explicar com clareza os objetivos da atividade docente, as expectativas em relação aos resultados esperados e as tarefas em que os alunos estarão envolvidos;
· Desenvolver um ritmo de trabalho de acordo com o nível máximo de exigências que se pode fazer para aqueles grupos de alunos;
· Prevenir a influência de particularidades desfavoráveis ao trabalho escolar (colocar nas primeiras carteiras os alunos com problemas de visão ou audição dirigir-se com mais freqüência a alunos distraídos, dar mais detalhes de uma tarefa a alunos mais lentos);
· Considerar que a capacidade de assimilação da matéria, a motivação para o estudo e os critérios de valorização das coisas não são iguais para todos os alunos: tais particularidades requerem uma atenção especial do professor a fim de colocar alunos isolados em condições de participar no coletivo.


REFERÊNCIA
LIBÂNEO, JOSE CARLOS. Didática. São Paulo: Cortez, 1994.