"O educador nunca estará definitivamente pronto, formado, pois que sua maturação se faz no dia a dia na meditação teórica sobre a prática." (Lukesi)

domingo, 26 de maio de 2013

Refletindo sobre a alfabetização...



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Admite-se

As turmas de pré-escola e dos dois primeiros anos do ensino fundamental poderão contar com no máximo 25 alunos. Nos anos subsequentes do ensino fundamental e no ensino médio, poderão estar em cada sala de aula até 35 alunos. Os limites estão previstos no Projeto de Lei do Senado (PLS) 504/11, de autoria do senador Humberto Costa (PT-PE), que está pronto para votação na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), onde receberá decisão terminativa .

O projeto modifica o artigo 25 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), segundo o qual será "objetivo permanente" das autoridades responsáveis alcançar uma "relação adequada" entre o número de alunos e o professor. Segundo parágrafo que será acrescentado ao artigo, caberá a cada sistema de ensino, "à vista das condições disponíveis e das características regionais e locais", estabelecer como se dará essa relação adequada, assegurados os tetos máximos de 25 e 35 alunos por turma.

Deveria admitir

Nas classes de alfabetização nem 25 e nem 35, é impensável que se admita 25 alunos em uma classe de alfabetização. Quando eles propõem este número de alunos por classe não fizeram nenhuma pesquisa com os professores de alfabetização, pra saber a dificuldade que é para dar atenção individualizada para os alunos que necessitam de ajuda extra para completar o processo de alfabetização.

 No Brasil o alto índice de alunos que chegam ao quinto ano do Ensino Fundamental sem saber ler e escrever é uma realidade incompreensível do ponto de vista da educacional. Nesse caso, é fácil colocarmos a culpa nos professores, nos alunos, nas famílias, mas esquecemos que o próprio sistema educacional não dar condições nem ao professor de ensinar e nem aos alunos de aprenderem, quando concebem salas superlotadas na alfabetização.

É fácil concordar com estes números quando não se faz parte do cotidiano de uma sala de aula, quando não se conhece a realidade dos professores  que se sentem impotentes diante da realidade dos alunos que não conseguem aprender como os outros da classe. Onde qualquer esforço que se faça não vai produzir efeitos satisfatórios quando não se dá atenção necessária para cada aluno individualmente.

Numa sala de alfabetização deveria se admitir no máximo 15 alunos por professor, para que este possa planejar e executar uma aula que inclua todos os alunos (todos os alunos mesmos).  As salas de aulas superlotadas é um dos complicadores e entraves da alfabetização no Brasil.

É um caso a se pensar...


Fonte: Portal de notícias 

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