"O educador nunca estará definitivamente pronto, formado, pois que sua maturação se faz no dia a dia na meditação teórica sobre a prática." (Lukesi)

sábado, 19 de abril de 2014

Os principais pensadores da Sociologia da Educação


Augusto Comte (1798-1857) defendia a ideia de que para uma sociedade funcionar corretamente, precisa estar organizada e só assim alcançará o progresso. Ele defendia que era preciso criar um esquema de regras, normas e leis e só assim seria possível a vida em sociedade. Seu esquema sociológico era tipicamente positivista, corrente com grande expressão no século XIX.

Émile Durkheim (1858-1917) foi o fundador da escola francesa de Sociologia, ao combinar a pesquisa empírica com a teoria sociológica. Ainda sob influência positivista, lutou para fazer das Ciências Sociais uma disciplina rigorosamente científica. Durkheim entendia que a sociedade era um organismo que funcionava como um corpo, onde cada órgão tem uma função e depende dos outros para sobreviver. Ao seu olhar, o que importa é o indivíduo se sentir parte do todo, pois caso contrário ocorrerá anomalias sociais, deteriorando o tecido social.
Para Durkheim, a Sociologia deve estudar os fatos sociais, os quais possuem três características: 1) coerção social os indivíduos se sentem pressionados a seguir o comportamento estabelecido; 2) exterioridade, o fato social é externo ao individuo e existe independente de sua vontade; 3) poder de generalização, ou seja, comum a todos do grupo ou a grande parte. Os fatos sociais apresentam vida própria, sendo exteriores aos indivíduos e introjetados neles a ponto de virarem hábitos.

Karl Marx ( 1818-1883) concebe a sociedade dividida em duas classes: a dos capitalistas que detêm a posse dos meios de produção e o proletariado (ou operariado), cuja única posse é sua força de trabalho a qual vendem ao capital. . Assim, os meios de produção resultam nas relações de produção, formas como os homens se organizam para executar a atividade produtiva. Tudo isso acarreta desigualdades, dando origem à luta de classes.
Segundo Karl Max a sociedade é constituída de relações de conflito é de sua dinâmica é que surge a mudança social. 

Um dos conceitos chaves da obra e da teoria sociológica de Max Weber (1864-1920) é a ação social. A ação é um comportamento humano no qual os indivíduos se relacionam de maneira subjetiva, cujo sentido é determinado pelo comportamento alheio. Esse comportamento só é ação social quando o ator atribui à sua conduta um significado ou sentido próprio, e esse sentido se relaciona com o comportamento de outras pessoas. Ação social ocorre quando um individuo leva os outros em consideração no momento de tomar uma atitude, de praticar uma ação.Agir em sociedade implica em um certo grau de racionalidade por parte de quem age, e implica que essa racionalidade de cada individuo que está sempre referida aos indivíduos que o cerca. O importante para Weber é entender como por meio de que tipo de relações sociais se mantém o modelo de sociedade e de que maneira os processos de dominação e estruturam a vida social.


Conclusão: a Sociologia de Comte e Durkheim são positivistas; a de Marx é revolucionária e a de Max Weber é compreensiva. E é nisto talvez esteja a principal diferença entre esses quatro grandes pensadores da Sociologia.

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