"O educador nunca estará definitivamente pronto, formado, pois que sua maturação se faz no dia a dia na meditação teórica sobre a prática." (Lukesi)

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Roteiro para contar histórias para crianças


     Por Helena Moreno Zorman           


Use a sua voz, como se ela fosse um prolongamento do corpo. Com a voz também se emociona, se tateia, se abraça, se acaricia; 

- Use os gestos, movimente o corpo como se movimenta a alma, de modo a provocar emoções nos ouvintes; 

- Use o olhar: olhe para as imagens mentais da história que está contando; olhe para o ouvinte, olhe para dentro de si; 

- Seja espontâneo: dê emoção e volume a sua fala, esteja segura do texto que está contando; 

- Memorize o texto, de credibilidade a ele, trabalhe a pausa, o silêncio. 

Na hora de contar: 

- Olhar os ouvintes, distribuindo o olhar para todos; 

- Utilizar uma linguagem de acordo com a platéia; 

- Visualizar a história enquanto narra; criar um roteiro visual e verbal, na seqüência da história; 

- Usar gestos expressivos; 

- Não explicar a história, o texto deve falar por si; 

- Prepare a história antes; 

- Modificar seu tom de voz; 

- Acreditar na história que está sendo contada. 


Faixa etária e interesses: 


- até 3 anos - fase pré-mágica: histórias de bichinhos, brinquedos, objetos, seres da natureza (humanizados), histórias de crianças. 

- 3 a 6 anos - fase mágica: histórias de repetição e acumulativas (Dona Baratinha, A formiguinha e a Neve, Os três Porquinhos...), histórias de fadas. 

- 7 anos - histórias de crianças, animais e encantamento; aventuras no ambiente próximo: família, comunidade; histórias de fadas. 

- 8 anos - Histórias de fadas; histórias vinculadas à realidade. 

- 9 anos - Histórias de fadas com enredo mais elaborado; histórias humorísticas. 

- 10 anos em diante - Aventuras, narrativas de viagens, explorações, invenções; fábulas, mitos e lendas.    

Formas de contar histórias: 

- Simples Narrativa: é sem dúvida a mais fascinante de todas as formas, a mais antiga, tradicional e autêntica. Não requer nenhum acessório e se processa por meio da voz do narrador, de sua postura. Mãos livres, concentra-se toda a sua forma na expressão corporal. 

- Com livros: devemos mostrar o livro para o ouvinte virando lentamente as páginas com a mão direita, enquanto a esquerda sustenta a parte inferior do livro, aberto de frente para o público. Narrar com o livro não é, propriamente, ler a história. O narrador a conhece, já estudou e vai contando com suas próprias palavras. Fazer a leitura com entonação e mostrando as figuras são formas de incentivar a leitura – a criança associa ler ao prazer. 

- Com desenhos: Narramos a história a partir de uma seqüência de desenhos, sem texto (Eva Furnari). 

- Com diferentes recursos: fantoches, fantasias, massa de modelar, argila, brinquedos, miniaturas de porcelana, sementes... 

Helena Moreno Zorman 

Bibliotecária – CRB/1197 

Colégio Marista de Maringá
Saiba mais: técnicas de como contar histórias para crianças no vídeo abaixo 

terça-feira, 29 de maio de 2018

10 Dicas de organização da sala de aula para evitar a indisciplina: para professores inciantes




Olá! Meu nome é Cláudia, sou professora e o meu trabalho é formar novos professores. Já atuei no magistério do Ensino Fundamental no primeiro seguimento. Atualmente trabalho no curso de formação de professores no Ensino Médio Modalidade Normal. 

As 10 Dicas estão no vídeo abaixo do texto: 

O que é disciplina?

Primeiro é preciso entender que a indisciplina é a transgressão de dois tipos de regra. O primeiro são as morais construídas socialmente, com base nos princípios que visam o bem comum, os princípios éticos que são estabelecidos pela ordem social. Por exemplo não xingar, não bater. São princípios éticos que devem se manter a qualquer custo. O segundo tipo de regra é de convenção instituída e definida por um grupo como objetivos específicos que são associadas ao bom andamento da aula. Exemplo: uso de celular, conversa durante aula.

As queixas mais frequentes das escolas em relação a indisciplina são sempre as mesmas, crianças que não são educadas pelos pais como deveriam ser... respeito aos colegas, aos professores e ao ambiente de convivência coletiva são princípios que deveriam ser ensinados pela família e nisso devemos concordar. Regras morais devem ser ensinadas pela família aos seus filhos e, muitas vezes, a família tem perdido o controle da educação de seus filhos e delegado essa tarefa à escola. 
Nesta perspectiva, o professor acaba sendo responsável por impor limites e regras na sala de aula que devem ser seguidas pelos alunos para que o aprendizado aconteça. E, muitas vezes, é uma tarefa estressante e cansativa, quando não se tem um norte a seguir. Pensando nisso, fiz um vídeo para ajudar os professores iniciantes a organizar e manter uma rotina de disciplina, aprendizagem e interação positiva na sala de aula.

Professor, entenda que sem ajuda, a criança não aprende o valor das regras

A construção, reavaliação e manutenção das regras deve ser uma constante na tarefa do professor. O respeito as regras são a base do convívio em sociedade. As crianças não enxergam a utilidade das regras que não se sustentam. Elas não sentem a necessidade de respeita-las e isso acaba por criar um ambiente de desorganização, no qual o professor não encontra o equilíbrio necessário para ensinar e ter êxito em seu trabalho. Muitas vezes, o professor se sente cansado e impotente diante da situação, pensando em até desistir do magistério. 



Fonte de consulta: 
Revista Nova escola - Indisciplina Como se livrar dessa amarra e ensinar melhor Edição de outubro de 2009 

terça-feira, 8 de maio de 2018

Como contar histórias de forma lúdica e criativa

No Curso Conta de Novo você vai conhecer as principais técnicas para contar histórias de uma forma divertida, lúdica e interessante para crianças e adultos. Além disso, conhecerá os principais tipos de narrativas utilizadas, seus autores, curiosidades, entre outros. 

O que é o curso Conta de Novo?
O Curso Conta de Novo ensina através de Métodos simples, maneiras de Contar Histórias Infantis de forma Lúdica e Divertida.O conteúdo está dividido em 7 módulos.
Cada História está sendo contada utilizando-se de recursos pedagógicos conhecidos, adaptados e também inéditos.
As Histórias e atividades lúdicas são acompanhadas de moldes, os quais estarão disponíveis para você baixar e confeccionar de modo  prático e fácil. Você também terá sugestões de como contar cada história.
Em cada módulo, você poderá montar projetos para trabalhar com os alunos de forma interdisciplinar.
O Conta de Novo vai muito além de ensinar a arte de contar histórias. Todo o conteúdo compartilhado através dos 7 módulos, proporcionará um rico aprendizado para você educador, e consequentemente, para seus alunos e ouvintes.  


sexta-feira, 4 de maio de 2018

Estratégias e atividades para trabalhar a indisciplina na sala de aula



Muitas vezes, professores se sentem impotentes diante de situações de indisciplina em suas salas de aula. Ter controle de sua turma é o desejo de todo professor, mas nem sempre é assim que acontece! Está frustrada e cansada? Quer ter controle de sua turma? Conheça o Curso:Atividades transformadoras para trabalhar a indisciplina escolar  
Em muitos casos, o professor se sente desesperançado  e angustiado por não poder trabalhar os conteúdos de forma satisfatória pela situação de indisciplina que se instala na sala de aula.

Um curso online para professores que queiram aprender atividades e estratégias para diminuir a indisciplina em sala de aula, conseguindo assim um aumento no interesse, participação e desempenho dos seus alunos. É um curso baseado em estudos realizados com professores eficazes nos Estados Unidos que ajudaram alunos com diversos problemas de comportamento e social a terem um melhor desempenho e ótima disciplina. Mas será que é possível amenizar episódios de indisciplina mesmo sem ajuda dos pais? Sim, segundo esses autores abaixo e muitos outros. Crowley , 1993; Ferguson & Howton, 1992; Hattie.J., 2012; Haughton et. al., 1990; Parsa, 1996; Kyle, 1991; Sherrill, et. al., 1996; Jones & Versilind, 1995; Morrison, et. al. 1993; Crowley, 1993; Sartipi, 1992; Shahmoradi, 1999; Wallace, 1994 Aproveite esta oportunidade e faça um curso com técnicas práticas e fáceis de serem aplicadas.



Faça o curso agora, por um precinho especial de lançamento!  Por apenas 33,00

Este curso online contém 8 aulas com estratégias práticas e fáceis de serem aplicadas. 

Cada aula tem duração de 5 a 20 minutos. São vídeos curtos, mas com bastante conteúdo. Na primeira aula há uma explicação de como o professor deve planejar a aplicação do conteúdo em sala para garantir a eficácia das estratégias. 



E tem BÔNUS

É oferecido também um e-book gratuitamente sobre Tipos de Feedback. O uso adequado do feedback é bastante abordado no curso e é uma das ferramentas que mais impactam o processo de aprendizagem.



As estratégias abordadas neste curso foram baseadas em livros e artigos, principalmente dos Estados Unidos, que retratam estudos e informações obtidas com professores que têm alunos com alto desempenho.
                                         

sábado, 28 de abril de 2018

Jogos para Alfabetizar: Associação de Sílabas

Através do jogo apresentado o aluno vai tomando consciência das semelhanças das sílabas e a construção das mesmas. Este jogo pode ser trabalhado com as sílabas simples e também com as sílabas mais complexas.   

Objetivos:

Este jogo tem como objetivo conduzir o aluno a perceber as diferenças e semelhanças entre as sílabas e as palavras. O aluno fará a leitura das palavras, fazendo a relação das sílabas semelhantes com a palavra em destaque.

Neste jogo o aluno vai aprender associar as palavras as sílabas destacadas.


Materiais para a confecção do jogo:

Papel cartão, Caixa de leite, tesoura, cola branca e cola quente, cartela contendo o grupo de palavras e sílabas a serem trabalhadas, papel para encapar a caixa.


Como fazer o jogo no vídeo abaixo:





Bom trabalho a todos!
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terça-feira, 24 de abril de 2018

Atividade Avaliativa: Estudo de casos sobre Tendências Pedagógicas


Atividade avaliativa: estudo de casos sobre as Tendências Pedagógicas para a formação de professores Médio  Normal. Também se aplica para quem precisa se exercitar para concursos.

Estudo de casos: Tendências Pedagógicas

Marque a resposta correta em cada um dos casos a seguir:

1º Caso
A escola F tem por finalidade difundir os conteúdos universais valorizados socialmente. Os conteúdos culturais universais são incorporados pela humanidade frente à realidade social. Parte de uma relação direta da experiência do aluno confrontada como saber sistematizado. Onde o aluno é participador e o professor mediador entre o saber e o aluno. Aprendizagem é baseada nas estruturas cognitivas já estruturadas nos alunos.

a) liberal tecnicista.  b) progressista histórico-crítica.     c) liberal renovadora progressiva.    

d) progressista libertadora.    e) progressista libertária

2º Caso
Na escola X, o foco do trabalho dos professores é a formação de atitude, e sua preocupação são os problemas psicológicos dos alunos. Assim, conduzir aulas favoráveis à mudança do indivíduo. baseia-se na busca dos conhecimentos pelos os próprios alunos, auto-realização (desenvolvimento pessoal). Educação centralizada no aluno e o professor é quem garantirá um relacionamento de respeito. O aluno vai aprender a modificar as percepções da realidade.

a) liberal tecnicista.  b) progressista histórico-crítica.     c) liberal renovada não diretiva.    

d) progressista libertadora.    e) progressista libertária

3º Caso
A escola B foca na preparação intelectual dos alunos para assumir seu papel na sociedade de forma que os conteúdos são estabelecidos a partir das experiências vividas pelos alunos frente a situações problemas. O professor é auxiliador no desenvolvimento livre da criança. A aprendizagem é baseada na motivação e na estimulação de resolução de problemas. O foco das atividades está no aprender a aprender, ou seja, é mais importante o processo de aquisição do saber do que o saber propriamente.

a) liberal tecnicista.  b) progressista histórico-crítica. c) liberal renovada progressivista (Escola Nova)      

d) progressista libertadora.    e) progressista libertária 


 4º Caso

O professor da escola y prioriza o ensino de valores, preparação intelectual e moral dos alunos para assumir seu papel na sociedade. Os conteúdos são conhecimentos e valores sociais acumulados através dos tempos e repassados aos alunos como verdades absolutas. O professor expõe o conteúdo de forma de verbal e requer atitudes receptivas dos alunos sem questionamento, assegurando a sua autoridade. Aprendizagem se dá de forma e mecânica, onde o aluno vai fixar os conteúdos através de memorização.

a) liberal tecnicista.  b) progressista histórico-crítica.     c) liberal trdicional   

d) progressista libertadora.    e) progressista libertária


5º Caso  

A Escola D é modeladora do comportamento humano através de técnicas específicas. O professor usa procedimentos e técnicas para a transmissão e recepção de informações pelos alunos. A aprendizagem é baseada no desempenho do aluno. Os conteúdos são informações ordenadas numa sequência lógica e psicológica. A relação professor/aluno se baseia na objetividade, onde o professor transmite as informações e o aluno vai fixá-las.

a) liberal tecnicista.  b) progressista histórico-crítica.     c) liberal renovadora progressiva.    

d) progressista libertadora.    e) progressista libertária

6º caso
Essa tendência não atua em escolas, porém, visa levar professores e alunos a atingir um nível de consciência da realidade na busca pela transformação social. As atividades partem de temas geradores que se baseia nas discussões de grupos sobre temas políticos. A relação professor/aluno: é de igual para igual, horizontal. A aprendizagem parte da situação problema.

a) liberal tecnicista.  b) progressista histórico-crítica.     c) liberal renovadora progressiva.   

d) progressista libertadora.    e) progressista libertária

Gabarito:
1º caso b
2º caso c
3º caso c
4º caso c
5º caso a
6º caso d

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segunda-feira, 23 de abril de 2018

Definição, orientação e recomendações para trabalhar com aluno com Deficiência Intelectual

Definição: A pessoa com Deficiência Intelectual  ou cognitiva apresenta funcionamento intelectual significativamente inferior à média.



Características: comprometimento nas atividades intelectuais e adaptativas. Apresenta dificuldades nas habilidades conceituais, sociais e práticas.  A pessoa apresenta atraso no desenvolvimento cognitivo e tem dificuldades para aprender, entender e realizar atividades que são comuns para as outras pessoas. 



A pessoa com Deficiência Cognitiva apresenta as seguintes dificuldades:  

  • Aprendizagem e autogestão em situações da vida, como cuidados pessoais, responsabilidades profissionais, controle do dinheiro, recreação, controle do próprio comportamento e organização em tarefas escolares e profissionais.
  • Comunicação
  • Habilidades ligadas à linguagem, leitura, escrita, matemática, raciocínio, conhecimento, memória
  • Habilidades sociais/interpessoais (habilidades ligadas à consciência das experiências alheias, empatia, habilidades com amizades, julgamento social e autorregulação.


Alunos com deficiência cognitiva costumam apresentar dificuldades para resolver problemas, compreender ideias abstratas (como as metáforas, a noção de tempo e os valores monetários), estabelecer relações sociais, compreender e obedecer a regras, e realizar atividades cotidianas - como, por exemplo, as ações de autocuidado.



Orientações: o trabalho com o aluno com deficiência Intelectual  exige estratégias diferenciadas por parte do professor adequar o planejamento e as atividades  a esse aluno se faz necessário. Relacionar os conteúdos curriculares a situações do cotidiano, e mostrando exemplos concretos para ilustrar ideias mais complexas.



A melhor forma para se trabalhar com esse aluno é identificar os conhecimentos que a criança já tem  sobre o assunto a ser desenvolvido. E assim, traçar estratégias de ensino que viabilize o aprendizado.  Na sala de aula é preciso redimensionar o conteúdo com relação às formas de exposição, flexibilizar o tempo para a realização das atividades e usar estratégias diversificadas, como a ajuda dos colegas de sala - o que também contribui para a integração e para a socialização do aluno.

Vídeo Deficiência Intelectual



Poderá gostar de: Orientações e recomendações para trabalhar com o aluno Autista

Sugestão de CursoCurso de Capacitação em Deficiência Intelectual

Fontes de consulta
/https://www.vittude.com/blog/deficiencia-intelectual-caracteristicas-sintomas/
https://novaescola.org.br/conteudo/271/o-que-e-deficiencia-intelectual